Em Cobra Rasteira, Kaya Adu propõe um percurso poético-mitológico, a partir da imagem do ouroboros, para sua própria transição de gênero. Trata-se de construções verbo-visuais que dão ritmo cênico ao descascar da pele de cobra e ao que dela pode nascer. Entendendo a poesia como uma arma para amar, Kaya compõe a partir de marcadores cotidianos - dos sentimentos de uma travesti às constantes disputas narrativas por autonomeação.